A proposta é identificar os danos e desenvolver alternativas de reativação econômica junto à população prejudicada pelo rompimento da barragem da Vale 

A partir desta semana, está sendo iniciado um mutirão de estudos sobre recursos e atividades econômicas na Região 3 da bacia do Paraopeba. Esta é mais uma importante série de estudos realizados pela Assessoria Técnica Independente – ATI Nacab no campo da reparação do rompimento da barragem da Vale.  

A partir do dia 14 de junho, o Mutirão vai promover rodas de conversa com pessoas atingidas de diversos grupos profissionais e cadeias econômicas da região. Os encontros objetivam: caracterizar danos e prejuízos; conhecer as dificuldades enfrentadas para a retomada das atividades; iniciar uma reflexão coletiva sobre o futuro econômico dos territórios, considerando recursos e aptidões locais.  

O Mutirão também prevê entrevistas em profundidade. E, ao final de dois meses, será produzido um diagnóstico que visa a contribuir para a construção da matriz de danos e subsidiar a elaboração de propostas de projetos de desenvolvimento territorial (previstos nos Anexos 1.1 e 1.3 do acordo judicial vigente), na perspectiva de um Plano de Desenvolvimento Econômico para a Bacia do Paraopeba. 

Diálogo e construção conjunta 

Na primeira etapa, voltada para mobilização, a ATI formou equipes para trabalhar com grupos de pessoas das diferentes atividades econômicas. Os grupos contemplam representantes de agricultores, pescadores, prestadores de serviços, extrativistas, proprietários(as) de pousadas e sítios, artesãos, comerciantes, quitandeiras, entre outros segmentos identificados na Região 3.  

“A proposta do Mutirão é ouvir os diferentes setores econômicos e criar oportunidades para que possam trocar experiências, construírem soluções, pensarem novos modelos de negócios e projetos que vão ao encontro das necessidades da região. Todo este esforço coletivo representa uma nova etapa do trabalho de reparação, pois vai nos ajudar a entender os entraves que os setores produtivos enfrentam, traçar dados das pesquisas e estudos já realizados, como contaminação do solo e das águas, por exemplo. A partir daí, com base nas informações levantadas, fundamentar estratégias locais para o desenvolvimento territorial”, explica o gerente de Desenvolvimento Territorial e Agroecologia da ATI R3 Nacab, Luciano Marcos. 

A partir dos grupos de discussão, formados por membros da ATI e de diferentes categorias de trabalho, serão debatidas ideias e análises financeiras, para construção de estratégias conjuntas a partir do olhar dos trabalhadores e trabalhadoras. “Este estudo vai contribuir para a construção da Matriz de Danos da Região 3, visando indenizações justas, e também para o Plano de Desenvolvimento da Bacia do Paraopeba, frente as novas oportunidades de recursos para promover transformação econômica e social no território”, estima Luciano. 

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Texto: Marcio Martins e Brígida Alvim / Assessoria de Comunicação da ATI R3 Nacab