Estão previstas quase 500 coletas em poços, cisternas e outros pontos de consumo ao longo da calha do Paraopeba  

O Nacab dará início na próxima segunda-feira, 21 de junho, a mais uma importante pesquisa na região 3 da bacia do rio Paraopeba. Dessa vez, o estudo realizado pela Assessoria Técnica Independente (ATIR3) levantará dados sobre a qualidade da água consumida pelas pessoas e comunidade atingidas através da análise de qualidade das águas subterrâneas na região. As coletas das amostras serão realizadas de acordo com o levantamento prévio de pontos de coleta feito pela equipe técnica do Nacab no final de 2020. 

O objetivo do estudo é verificar a possível contaminação por metais na água subterrânea da região. O trabalho subsidiará o estudo de diagnóstico e monitoramento dos impactos sobre o abastecimento e consumo de água, além de questões relacionadas à avaliação de risco à saúde humana.  

“A atividade é estratégica para a Assessoria Técnica Independente. Serão coletadas amostras em pontos onde as pessoas utilizam aquela água. E acreditamos que seja relevante que as pessoas atingidas tenham acesso a essas informações, já que se trata de uma questão que pode interferir diretamente na saúde das pessoas atingidas”, destacou o Gerente de Qualidade da Água e Avaliação de Riscos à Saúde do Nacab, Lauro Magalhães Fráguas. 

O estudo será realizado em parceria com a empresa especializada Tommasi Analítica, que irá que percorrerá a região acompanhada pela equipe de técnica do Nacab. Os profissionais da empresa recolherão amostras de água em poços, cisternas e outros pontos de consumo nas propriedades. Ainda segundo os especialistas do Nacab, a coleta da água, o armazenamento e o transporte serão realizados seguindo todos os padrões para garantir a qualidade do estudo.  

No momento da coleta, em poços com bomba, a torneira será aberta durante 10 minutos para garantir que a água coletada não seja a que fica parada na tubulação. O material coletado será devidamente armazenado em local refrigerado e fora do alcance da luz do sol.  

Sobre os locais onde as amostras serão coletadas, “foram escolhidos com base no trabalho realizado pelo Nacab desde o segundo semestre de 2020, juntamente com as referências das pessoas atingidas que contribuíram em uma busca ativa nas comunidades”, destacou o analista da Gerência de Qualidade da água do Nacab, Matheus de Brito. 

Por que não coletar a água diretamente no Paraopeba? 

Durante as reuniões com as comissões de pessoas atingidas da Região 3 foi pactuado com os participantes que o estudo da qualidade da água na calha do Paraopeba se iniciaria com a análise das águas subterrâneas, que são coletadas em poços e cisternas, e são utilizadas para consumo pelas pessoas. Em relação ao estudo da água coletada diretamente no rio Paraopeba, está previsto na ATIR3 a contratação de uma empresa especializada que fará a análise da água do rio. 

É importante ressaltar que, de acordo com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), não é recomendável o uso da água do rio Paraopeba para consumo humano, ou até mesmo na criação de animais e cultivo agrícola. O IGAM tem monitorado a qualidade da água do rio Paraopeba desde o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, e produzido boletins informativos, mais de 20 edições até o momento, com informações sobre as concentrações de elementos químicos na água do rio. Os boletins são divulgados no site www.igam.mg.gov.br.  

Saiba mais abaixo no programa De Olho na Água, que traz as informações do último boletim:

Texto: Marcio Martins/Assessoria de Comunicação da ATI R3 Nacab