Um relatório supostamente emitido pela Universidade Federal de Viçosa vem sendo compartilhado nas redes sociais desde a segunda quinzena de agosto, causando comoção e preocupação às comunidades em torno do Rio Paraopeba. Segundo a imagem, os peixes analisados, coletados no rio, contém altos teores de metais pesados e seu consumo seria altamente danoso.

A equipe do NACAB entrou em contato com representantes da instituição, que confirmou a falsidade das informações. Segundo a Profa. Danielle Dias Sant’Anna Martins, diretora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade, o laudo é claramente falsificado, conforme pode ser observado na imagem a seguir.

Resposta da Diretora do Centro de Ciências Exatas sobre o laudo que circula nas redes sociais.


FAKE NEWS

Em um mundo cada vez mais conectado, a forma como consumimos informação mudou. Segundo dados do Digital News Report, o mais conceituado estudo sobre o consumo de notícias do mundo, publicado pelo Reuters Institute da Universidade de Oxford, 64% dos brasileiros que têm acesso à internet se informam por meio das redes sociais, sendo que 53% utilizam o Whatsapp como principal meio de informação.

Neste contexto, a disseminação das chamadas “Fake News”, notícias falsas disseminadas como informações reais, se torna cada vez mais cotidiano. O fenômeno vem se alastrando tão rapidamente que o Ministério da Saúde criou um canal para receber informações divulgadas nas redes sociais, procurando apurá-las para responder oficialmente sobre a veracidade ou não das notícias.

A preocupação quanto à magnitude dessa nova realidade é tamanha que o Congresso Nacional vem trabalhando uma lei que proíba a disseminação de Fake News para fins eleitorais, notícias essas que movimentam todo um mercado, segundo um especial do Correio Brasiliense.  Assim sendo, filtrar as notícias antes de repassar informações sem fontes é um exercício que deve ser praticado até se tornar rotineiro.