Peixes serão coletados em três pontos da região. Pesquisa pode indicar a condição da saúde dos peixes do Paraopeba e os riscos para o consumo humano

A partir do mês de agosto, entre os dias 09 e 13, o Nacab irá realizar na Região 3 as coletas de peixes para análises toxicológicas. A licença científica para a pesquisa já foi aprovada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e os resultados serão compartilhados com as pessoas atingidas ao final do estudo. As coletas serão realizadas pela empresa Arvut Sinergia em Meio Ambiente e acompanhadas por analistas de campo do Nacab.  

Em cada localização serão coletados cerca de 50 peixes

“Os dois pontos de coleta serão um no rio Paraopeba e um ponto no rio Verde, que é um afluente que servirá como ponto controle, local que não houve contaminação pelos rejeitos de minério. Em cada ponto coletaremos cerca de 50 peixes, de preferência aqueles mais consumidos e com tamanho comercial. Com esses peixes, analisaremos a presença e concentração de metais nos fígados e músculos. A partir dessa análise, correlacionaremos os resultados com outros estudos já realizados sobre contaminação de peixes do rio Paraopeba, para melhor compreensão dos danos causados pelo rompimento”, explica a especialista da Gerência Socioambiental, Adriana Carvalho. 

A partir dos peixes coletados, será analisada a presença de alguns metais nos fígados e músculos dos animais. Entre eles, Arsênio, Ferro, Alumínio, Cádmio, Cromo, Chumbo, Cobre, Níquel, Selênio, Zinco e Mercúrio. A presença de metais pesados na água e sedimentes pode trazer danos aos peixes e inclusive oferecer risco ao consumo humano. Por isso, as análises servem também para garantia da segurança alimentar na região.  

Os resultados da pesquisa irão orientar a população atingida sobre a pesca, o consumo desses animais e também para construção da Matriz de Danos. Esse instrumento irá relacionar todos os danos levantados nas pesquisas realizadas pelo Nacab, para buscar garantir ações eficazes de recuperação ambiental, além de auxiliar o juiz a estabelecer uma reparação justa para as comunidades atingidas. 

Texto: Bárbara Ferreira / Assessoria de Comunicação da ATI R3